Controlo de temperatura durante o voo
As velas ou envelopes dos balões de ar quente de última geração fabricam-se com diversas fibras de nylon.
A natureza do nylon, juntamente com os parâmetros meteorológicos e a velocidade possíveis, determina o intervalo de temperatura de uso nos manuais de manutenção e de voo:
- TEMPERATURA IDEAL DE VOO: 120ºC
- TEMPERATURA MÁXIMA: 130ºC
Para controlar a temperatura interna, o balão leva 2 dispositivos que atuam como testemunhos de temperatura:
Bandeira: um testemunho de temperatura é soldado a uma bandeira fabricada com a mesma fibra que o balão e que se coloca na parte mais alta da vela. Quando a temperatura ultrapassa os 125ºC, a bandeira solta-se, avisando o piloto do sobreaquecimento.
Etiquetas de temperatura: a etiqueta permite conhecer o histórico do aumento de temperatura que se vai produzindo durante o voo. Utilizam-se 2 etiquetas de 8 pontos cada uma, com o que se dispõe de 16 leituras possíveis. As etiquetas registam o aumento de temperatura durante o voo. Se o balão sobreaquecer, haverá que anotar as leituras das etiquetas no diário de voo para – se for o caso – submeter o balão a exame posteriormente. Também está detalhado nos manuais como atuar se as etiquetas se descolarem: se isto acontecer pode ser um indicativo também de sobreaquecimento. Neste caso, obriga-se a tentar baixar a temperatura imediatamente e proceder à manobra de descida e aterragem.
As referências usadas nesta aplicação são a THERMAX 8 Níveis Gama B (71-110ºC) e a THERMAX 8 Níveis Gama C (116-154ºC).
Uma vez terminado o voo, as etiquetas são a prova da temperatura máxima alcançada. Em caso de acidente, as etiquetas irreversíveis usadas durante o voo podem ser tomadas como prova e podem ajudar a demonstrar se houve erro humano, defeito de fabrico…
Há mais de 10 anos que as etiquetas irreversíveis THERMAX se usam para este propósito.



