Molas de prato
DIN 2093 / DIN EN 16983

FIG · mola de prato
Mola de prato DIN 2093 — vista isométrica da anilha cónica
Stock permanente
300+ referências padrão
Entrega
24 h península · 3–14 d internacional
Ø exterior
8 — 250 mm (padrão)
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O que são as molas de prato?

Anilhas cónicas com propriedades elásticas, conhecidas como molas de prato, molas de disco ou anilhas Belleville. A norma DIN 2093 / DIN EN 16983 estabelece todas as características dimensionais, mecânicas e de tratamento térmico que estas peças devem cumprir.

A sua principal vantagem face às molas helicoidais tradicionais é a capacidade de gerar forças elásticas muito elevadas em alojamentos comparativamente pequenos e com deflexões reduzidas.

Ao empilhá-las em série ou em paralelo, é possível ajustar tanto a força como o deslocamento total do conjunto ao valor exato exigido pela aplicação. As suas propriedades elásticas permitem trabalhar tanto em aplicações dinâmicas (ciclos repetidos de carga e descarga) como estáticas (pré-carga permanente).

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Séries A, B e C segundo DIN 2093 / DIN EN 16983

A norma DIN 2093 / DIN EN 16983 classifica as molas padrão em três séries segundo a relação entre o diâmetro exterior (De) e a espessura do material (t). Para cada diâmetro exterior definido pela norma existem três versões com diferente nível de força — habitualmente referidas pela letra de série e o diâmetro exterior (por exemplo: A-50 ou B-71).

A
De/t ≈ 18

Força alta

A mola mais espessa para um mesmo diâmetro exterior. Curso reduzido. Ideal quando o espaço axial é escasso e a força exigida é elevada — embraiagens, válvulas de segurança, pré-carga pesada.

B
De/t ≈ 28

Força média

Espessura intermédia. A opção polivalente: equilíbrio entre força e curso por unidade. A maioria das aplicações genéricas resolve-se com a Série B antes que com A ou C.

C
De/t ≈ 40

Força baixa

A mais fina. Maior curso relativo e curva mais suave. Adequada para compensação de folgas, juntas de flange e aplicações onde interessa a elasticidade mais do que a força absoluta.

NOTA

Além das três séries padrão, é possível fabricar molas com espessuras intermédias que, cumprindo igualmente a norma, não correspondem a nenhuma das três séries tabuladas.

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Superfícies de apoio · t vs. t′

A norma DIN 2093 / DIN EN 16983 recomenda que os discos com espessura superior a 6 mm sejam fabricados com superfícies de apoio. Estas superfícies aumentam a zona de contacto entre os pratos, melhorando a distribuição de tensões e reduzindo o desgaste.

Nas molas com superfícies de apoio há que distinguir entre a espessura teórica do material (t) e a espessura reduzida (t′), que é a espessura real da mola na zona de contacto. A diferença entre t e t′ é relevante ao projetar um empilhamento em paralelo, uma vez que afeta diretamente a altura total do conjunto.

Em catálogo

No catálogo da Surisa é possível encontrar a mesma mola com e sem superfícies de apoio; em muitos casos ambas as versões são intercambiáveis, mas, dependendo da aplicação, uma pode ser mais adequada do que a outra.

FIG · secção comparativa
— Sem superfícies de apoio
Secção da mola sem superfícies de apoio — contacto pontual nos bordos
— Com superfícies de apoio · espessura reduzida t′
Secção da mola com superfícies de apoio maquinadas — espessura reduzida t′

Vamos falar do seu projeto?

Conte-nos o seu caso de uso e a nossa equipa de engenheiros aconselhá-lo-á na escolha da solução ótima.

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Definições e parâmetros técnicos

Os parâmetros seguintes aparecem em desenhos, folhas de cálculo e tabelas de catálogo. Familiarizar-se com a nomenclatura é essencial para solicitar corretamente uma referência ou validar um empilhamento.

Definições dos parâmetros técnicos da mola de prato segundo DIN 2093 / DIN EN 16983
Parâmetro Significado
De Diâmetro exterior da mola
Di Diâmetro interior da mola
t Espessura teórica do material
lo Altura total livre · lo = t + ho
t′ Espessura reduzida — apenas em molas com superfícies de apoio
ho Deflexão máxima · curso livre
F(0,75 ho) Força em N a 75 % da deflexão máxima — carga dinâmica de trabalho recomendada

Fórmula da altura total: lo = t + ho

FIG · cotas técnicas
Secção de mola de prato com cotas De, Di, t, ho e lo
— Especificações de catálogo
  • Norma de referência DIN 2093 · DIN EN 16983.
  • Gama de Ø exterior (De) 8 – 600 mm no catálogo padrão. Fabrico à medida até 1.000 mm.
  • Espessura do material (t) 0,2 – 24,0 mm. Superfícies de apoio recomendadas a partir de t > 6 mm.
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Empilhamentos em série e em paralelo

As molas de prato podem combinar-se em empilhamentos para obter características de força e deslocamento à medida. A escolha entre série, paralelo ou configuração mista é uma das decisões de conceção mais importantes num sistema de molas de disco.

paralelo

Mesma orientação

As molas são empilhadas diretamente. O deslocamento total é igual ao de uma só peça; a força aumenta proporcionalmente ao número de unidades.

série

Contrapostas

As molas colocam-se alternando a orientação. A força resultante é igual à de uma única peça; o deslocamento total multiplica-se de forma diretamente proporcional ao número de unidades.

misto

Combinação série-paralelo

Combina as vantagens de série e paralelo: ampliar o curso disponível mantendo níveis de força elevados. Permite ainda empilhar molas de diferente espessura num mesmo stack, gerando uma curva F/s escalonada — as de menor espessura atingem a sua deflexão máxima primeiro e, a partir desse ponto, a força necessária para continuar o deslocamento aumenta progressivamente por ser maior a rigidez do stack restante.

FIG · configurações de empilhamento
Comparativa visual das 4 configurações de empilhamento de molas de prato — peça única (Single), paralelo (Parallel), série (Series) e série-paralelo (Series-Parallel) — fotografadas alinhadas sobre fundo branco
FIG · aplicações reais
Exemplos reais de aplicação de molas de prato Belleville — conjunto montado com molas empilhadas sobre eixo-guia junto a uma anilha isolada
— Regras práticas para o dimensionamento
Pré-tensão mínima recomendada
≥ 15 % do curso total
Carga dinâmica máxima recomendada
≤ 75 % do curso total — F(0,75 ho)
Perda por relaxação inicial
~ 5 % durante as duas primeiras semanas de montagem
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Guiamento e lubrificação do empilhamento

O funcionamento correto de um empilhamento de molas de prato depende em grande medida da sua montagem. A histerese produzida pelo atrito entre as próprias molas e entre estas e os elementos de guiamento pode alterar a curva força-deslocamento real relativamente à teórica.

— Guiamento

O método mais habitual é o guiamento pelo diâmetro interior através de um veio. Também é possível o guiamento exterior através de casquilho e existe ainda o autoguiamento. Para as duas primeiras opções devem respeitar-se as tolerâncias da norma DIN 2093 / DIN EN 16983.

As superfícies de guiamento em contacto com as peças devem estar polidas e endurecidas a um mínimo de 55 HRC numa profundidade de 0,80 mm. Em empilhamentos longos podem ser necessários discos planos separadores para evitar a encurvadura.

— Lubrificação

É imprescindível tanto entre as próprias molas como entre estas e o guiamento. Recomenda-se a utilização de massas com bissulfureto de molibdénio (MoS₂). Para aplicações onde o atrito é crítico, existem soluções de guiamento especial com anéis ou esferas entre as peças que substituem o guiamento tradicional e eliminam o atrito deslizante (autoguiamento).

— Tolerâncias de guiamento · DIN 2093
Tolerâncias de guiamento do diâmetro interior ou exterior segundo DIN 2093 / DIN EN 16983, em milímetros, por gama de diâmetro.
Diâmetro · Di ou De (mm) Tolerância (mm)
Até 16 0,2
> 16 a 20 0,3
> 20 a 26 0,4
> 26 a 31,5 0,5
> 31,5 a 50 0,6
> 50 a 80 0,8
> 80 a 140 1,0
> 140 a 250 1,6
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Fadiga e relaxação das molas de prato

Durante os ciclos de trabalho, as molas de prato experimentam variações nas suas tensões internas. A amplitude destas variações determina o número de ciclos que podem suportar antes de fraturarem por fadiga. Para uma vida útil longa recomenda-se que trabalhem com uma pré-compressão da ordem dos 15 % e uma compressão máxima que não ultrapasse os 75 % do seu deslocamento total.

— Fadiga

Previsão de ciclos por deslocamento

Não é possível prevê-la com exatidão, mas, conhecendo o deslocamento inicial e final do curso dinâmico, é possível estimar o número de ciclos esperado. Este cálculo é especialmente útil para comparar configurações de empilhamento alternativas.

Tratamento térmico
  • Austenitização Melhores qualidades elásticas
  • Têmpera + shot peening Excelente resistência à fadiga
— Relaxação

O processo de presetting

O presetting (ou pré-deformação plástica controlada) é um processo mediante o qual a mola de prato é comprimida até à sua altura plana (s = h₀) —ou mesmo além— com o objetivo de induzir tensões residuais de compressão nas zonas críticas, melhorando o seu comportamento em serviço. Realiza-se após o tratamento térmico de revenido, uma vez que a mola adquiriu as suas propriedades mecânicas definitivas. A deformação plástica localizada introduz tensões residuais de compressão nas fibras exteriores das zonas de maior solicitação (especialmente no bordo interior superior e inferior), e pode realizar-se numa ou várias passagens consoante as especificações da mola.

Presetting a frio. É a modalidade mais habitual. A mola é comprimida à temperatura ambiente até à sua altura plana, ultrapassando de forma controlada o limite elástico do material. As tensões residuais de compressão ficam fixadas nas zonas críticas uma vez retirada a carga.

Presetting a quente. A mola é comprimida até à sua altura plana enquanto se mantém a temperatura elevada —tipicamente entre 200 °C e 500 °C consoante o material— durante um tempo determinado, arrefecendo depois de forma controlada. Face ao presetting a frio proporciona:

  • Maior estabilidade dimensional face à relaxação em serviço, especialmente em aplicações a temperatura elevada.
  • Menor perda de altura livre (set) quando a mola opera em ambientes quentes.
  • Maior efeito em materiais de alta resistência (Inconel, aços inoxidáveis, ligas especiais), cujo limite elástico é difícil de ultrapassar à temperatura ambiente, com menor risco de dano superficial.
  • Melhor resistência à fadiga a alta temperatura, por serem as tensões residuais mais estáveis termicamente.

Em contrapartida, requer equipamentos específicos de aquecimento controlado e um maior controlo do processo, o que aumenta o custo face ao presetting a frio.

Efeitos do presetting. Aumento da capacidade de carga, melhoria da resistência à fadiga, redução do set (perda de altura livre sob carga sustentada) e estabilização dimensional da mola antes da sua entrada em serviço.

Verificação. Após o presetting verifica-se a altura livre (lo) dentro de tolerância segundo a DIN 2093, a força a deflexão nominal em banco de ensaio e a ausência de fissuras ou marcas inadmissíveis na superfície.

O presetting não substitui o tratamento térmico, mas complementa-o. O seu efeito é especialmente significativo em molas de Série C (maior relação h₀/t), pela maior deformação plástica possível. A escolha entre presetting a frio ou a quente deve basear-se no material da mola, na temperatura de serviço e nos requisitos de estabilidade dimensional da aplicação.

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Materiais, tratamentos e acabamentos

As molas de prato Surisa fabricam-se numa ampla gama de materiais, desde o aço ao carbono padrão de catálogo até ligas especiais para serviço a alta temperatura ou ambientes corrosivos. O tratamento térmico e o acabamento superficial são determinantes para a vida útil do empilhamento.

— Materiais disponíveis

Aço ao carbono · mola

51CrV4 · Ck67 · C75S · DIN EN 10132-4

Uso geral industrial · padrão de catálogo

Aço inoxidável

AISI 301 · 304 · 316 · DIN EN 10151

Corrosão · alimentar · químico · farmacêutico

Ligas especiais

Inconel · Nimonic · Por encomenda

Alta temperatura · ambientes extremos · aeroespacial

— Tratamentos e acabamentos
  • Pre-setting Obrigatório segundo DIN 2093 · garante estabilidade dimensional sob carga
  • Austenitização Melhores qualidades elásticas · vida útil máxima em aplicações dinâmicas
  • Têmpera + revenido + shot peening Alternativa à austenitização · excelente resistência à fadiga
  • Fosfatação · oxidação a negro Proteção anticorrosão base · acabamento padrão de catálogo
  • Revestimento GEOMET 720 horas em nevoeiro salino
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Aplicações industriais das molas de prato

As molas de prato DIN 2093 / DIN EN 16983 utilizam-se numa ampla variedade de aplicações industriais onde se requer uma força axial elevada em espaço reduzido.

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Automóvel e maquinaria pesada

Pré-carga · embraiagens · válvulas

Pré-carga de rolamentos, sistemas de embraiagem, válvulas de segurança e atuadores pneumáticos / hidráulicos. A elevada força por volume permite integrar a mola dentro de corpos de válvula e carcaças de transmissão.

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Petróleo e gás

Uniões flangeadas · válvulas · ferramentas de perfuração

Empilhamentos em série-paralelo e molas individuais para absorver dilatações térmicas e/ou vibrações, prolongando os ciclos de serviço / manutenção.

03

Energia · turbinas e geradores

De 150 — 400 mm · aços HT

Compensação de dilatações térmicas em estruturas de caldeiras, suportes de tubagens de vapor e sistemas de suspensão flexível. Aços ligados para serviço a alta temperatura.

04

Engenharia de precisão

Ferramentas · prensas · fixações

Sistemas de fixação de ferramenta em fusos (broca, berbequim, fresa), pré-carga de matrizes, pinças hidráulicas e prensas.

05

Construção e infraestruturas

Ancoragens pré-tensionadas · amortecimento

Apoios elastoméricos, amortecedores de vibração e ancoragens.

06

Indústria química e farmacêutica

Flanges · juntas a pressão constante

Uniões flangeadas e absorção de dilatações em processos frio-calor. Versões em aço inoxidável AISI 301 / 304 / 316 para ambientes corrosivos.

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Perguntas frequentes

01 Quando é necessário usar uma mola de prato com superfícies de apoio?

A norma DIN 2093 / DIN EN 16983 recomenda superfícies de apoio quando a espessura do material ultrapassa os 6 mm. As superfícies de apoio aumentam a superfície de contacto entre as molas, melhorando a distribuição de tensões e reduzindo o desgaste em aplicações dinâmicas. Em empilhamentos em paralelo é imprescindível considerar a espessura reduzida t′ (em vez de t) para calcular corretamente a altura total do conjunto.

02 Como se calcula um empilhamento em série e em paralelo de molas de prato?

Num empilhamento em série (molas opostas, alternando a orientação) a força é igual à de uma só mola e o deslocamento total multiplica-se pelo número de peças. Em paralelo (mesma orientação) o deslocamento é o de uma só mola e a força multiplica-se pelo número de peças. Para empilhamentos combinados, o programa de cálculo da Surisa obtém a curva força-deslocamento completa.

03 Que lubrificante se recomenda para molas de prato DIN 2093?

A lubrificação é imprescindível tanto entre as próprias molas como entre estas e o guiamento. Recomenda-se a utilização de massas com bissulfureto de molibdénio (MoS₂). Para aplicações onde o atrito é crítico, existem soluções de guiamento especial com anéis ou esferas entre as peças que substituem o guiamento tradicional e também o atrito (autoguiamento).

04 É possível fabricar molas de prato em materiais especiais ou fora das medidas DIN 2093?

Sim. Além do catálogo padrão em aço-mola ao carbono (51CrV4, Ck67, C75S), a Surisa fabrica molas de prato em aço inoxidável AISI 301, 304 e 316, bem como em ligas especiais tipo Inconel ou Nimonic para serviço a alta temperatura. Também se fabricam em diâmetros e espessuras diferentes dos sugeridos pela norma.

05 Porque é que um empilhamento de molas perde força com o tempo?

Qualquer mola de prato sujeita a carga de compressão constante durante um período prolongado sofre uma diminuição gradual de força por relaxação do material. Para minimizá-la, todas as molas fabricadas segundo DIN 2093 / DIN EN 16983 são submetidas a um processo de pre-setting: aplanam-se completamente e descartam-se as que não recuperam a sua altura inicial. Como referência, um empilhamento tende a perder aproximadamente 5 % de força nas duas primeiras semanas de montagem, estabilizando a partir daí.

Vamos falar do seu projeto?

Conte-nos o seu caso de uso e a nossa equipa de engenheiros aconselhá-lo-á na escolha da solução ótima.