A esterilização de embalagens de plástico é um processo simples, mas que deve realizar-se sempre de maneira minuciosa para conseguir o melhor resultado. Um dos fatores de maior importância é controlar a temperatura do processo. Como complemento do indicador do autoclave, as etiquetas de temperatura são um método eficaz para garantir que a esterilização se realizou corretamente. De seguida, repassamos quais são as características imprescindíveis para conseguir uma esterilização correta.
Porque é imprescindível a esterilização de embalagens de plástico?
A esterilização de embalagens de plástico é imprescindível já que, devido à sua composição e uso, produz-se um aumento direto da contaminação por contacto do que vá armazenar no seu interior. Uma correta esterilização é sempre decisiva para conseguir evitar problemas de saúde.
Qual deve ser a temperatura de autoclave para esterilizar um recipiente de plástico?
É recomendável começar por indicar que, dependendo do tipo de recipiente e da sua composição, a esterilização poderia demorar mais ou menos tempo. Se vai usar o autoclave, lembramos que só deve introduzir nele recipientes fabricados com fluoropolímeros. Os materiais como o polipropileno, o copolímero polipropileno, o polimetilpenteno (PMP), o PFA, o ETFE ou o FEP devem esterilizar-se no autoclave sempre com a tampa fechada e sem enroscar. A combinação temperatura/tempo de esterilização é 121º durante um quarto de hora. Outros compostos, como a polissulfona e o policarbonato, necessitam da mesma temperatura, mas durante 20 minutos. As embalagens fabricadas com poliestireno, PVC, LDPE ou polietileno de alta densidade não podem esterilizar-se, em nenhuma circunstância, em autoclave. Por norma, usam-se opções como o óxido de etileno ou o formaldeído.
Porque é tão importante controlar a temperatura durante a esterilização?
É importante principalmente porque, se não se controla o tempo de exposição ao calor, a embalagem pode contaminar com os seus compostos o que se deposite no interior do recipiente. Igualmente, o uso de outras alternativas como o detergente ou os limpadores não abrasivos só consegue eliminar a sujidade mais externa, mas não a que pode acabar por entrar no interior do material, alterando a sua resistência e durabilidade. O uso de calor seco, ou do micro-ondas, não consegue o resultado esperado, já que é quase impossível controlar a temperatura exata em cada caso. Além disso, no primeiro caso, é necessário submeter cada embalagem a uma temperatura entre 150º e 170º durante um período de tempo de entre 60 e 150 minutos para conseguir idêntico resultado ao que oferece o autoclave. Como pode deduzir, achamos mais lógico usar um sistema eficaz do que apostar em alternativas que acabem por pôr em risco a saúde. Recomendamos sim rever o correto funcionamento do sensor de temperatura para que o processo de esterilização seja sempre correto. Se notar algum tipo de alteração na leitura que oferece, deveria mudá-lo para que a esterilização seja muito mais eficaz.
Uma alternativa eficaz e também complementar ao termómetro do aparelho são as etiquetas de temperatura. Estes indicadores colam-se diretamente sobre a embalagem, com o que a temperatura que meçam será exatamente a que recebe o recipiente de plástico. Por serem indicadores de temperatura irreversíveis, ao finalizar marcar-nos-ão a temperatura alcançada, pelo que poderemos comprovar se se realizou corretamente.
Principais indicadores para controlo de temperatura em esterilização de plástico
- Termómetro TDI para controlo de desinfeção
- Termómetro irreversível de 1 ponto de temperatura
- Termómetro irreversível de 8 pontos de temperatura
Podemos ver que a esterilização de embalagens de plástico deve cumprir uma série de condições concretas para conseguir a finalidade desejada. O autoclave é sempre a alternativa mais eficaz, já que elimina totalmente qualquer tipo de resto ou contaminação. Usando-o corretamente evitará os problemas que lhe descrevemos.



